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Perguntas frequentes

  1. Microbiologia Clínica

    1. O pH do meio de Mueller Hinton pode ser medido com fita de pH? Qual seria a fita indicada?

      Não, pois o pH do meio ideal é de 7,2 a 7,4 e não há fita que detecte esta precisão. Neste caso é melhor comprar meio pronto e exigir o certificado de qualidade, ou adquirir um phmetro.

  2. Microbiologia Industrial

    1. Como proceder para utilizar os bioindicadores de estufa e autoclave Namsa?

      Os bioindicadores podem ter diferentes apresentações. Em tiras ou em diferentes tipos de ampolas. Basicamente o que mudar são os tempos de incubação.
      Os microrganismos utilizados nos dois processos são diferentes.
      Para controle de autoclave, é utilizado o Geobacillus stearothermophilus, que após ser submetido ao processo de autoclavação deve seguir para temperatura de 55 a 60º C (que pode ser em estufa ou banho). Em temperaturas inferiores a 55º C não haverá crescimento, possibilitando um resultado falso negativo.
      Na apresentação em tiras, as tiras devem ser retiradas dos envelopes assepticamente e transferidas para um tubo com caldo de meio não seletivo, como TSB, caldo nutriente ou BHI. O tempo de incubação são de 7 dias.
      Na apresentação em ampolas, a ampola intacta após a esterilização é transferida para estufa ou banho na temperatura de 55º a 60ºC por 48 horas
      Na apresentação “auto-contido”, uma ampola de vidro é protegida por uma ampola plástica com uma tampa branca. Após a esterilização a tampa branca deve ser pressionada até a quebra da ampola de vidro. Só então deve ser colocada na estufa de 55º a 60ºC por 24 horas.
      Para o controle de estufas de esterilização, é utilizado o Bacillus atrophaeus, que após ser submetido ao processo de esterilização à seco deve ser incubado a 35ºC.
      Só temos a apresentação em tiras, as tiras devem ser retiradas dos envelopes assepticamente e transferidas para um tubo com caldo de meio não seletivo, como TSB, caldo nutriente ou BHI. O tempo de incubação são de 7 dias.

  3. Coagulação

    1. Quais os principais cuidados que devemos ter para se obter bons resultados em coagulação, em particular, o Tempo de Protrombina?

      - Os testes de coagulação sofrem a influência de vários fatores, desde a coleta até a realização dos testes propriamente ditos.
      - Partindo do paciente podemos citar substâncias interferentes que podem aumentar o Tempo de Protrombina: contraceptivos orais, corticosteroides, asparaginase, clofibrato, eritromicina, EDTA, etanol, Tetraciclina e anticoagulantes como heparina e warfarina.
      - E os que podem reduzir o Tempo de Protrombina: antihistamínicos, butabarbital, cafeína; contraceptivos orais, fenobarbital e vit. K.
      - Reações Inflamatórias Agudas podem diminuir o TP devido à elevada taxa de fibrinogênio.
      - Amostras com hematócritos fora do intervalo de 20 a 55% podem ser anticoagulados de forma imprópria. O anticoagulante deve ser ajustado.
      - Na coleta devemos ter os seguintes cuidados: utilizar anticoagulante adequado.
      - O citrato trissódico a 3,2% é o mais recomendado.
      - Evitar garroteamento prolongado, formação de espuma, contaminação por fluídos tissulares.
      - Pelo menos 90% do volume de amostra esperado deve ser preenchido. Proporções inferiores devem ser rejeitados. O ar residual ativa a coagulação. Recomenda-se o uso de coleta a vácuo cujos tubos para coagulação preencham a quase totalidade do volume.
      - O Citrato de Sódio sofre contaminação bacteriana facilmente o que acarreta alteração dos fatores de coagulação. (a BD Vacuntainer com solução de Citrato de Sódio tamponado é ESTÉRIL e seguem as recomendações da CLSI*)
      - Após a coleta inverter o tubo de 5 a 8 vezes.
      - Na área técnica: centrifugar o tubo por 15 min a 1500 g.
      - Rejeitar amostra hemolisadas, ictéricas, lipêmicas ou turvas.
      - O plasma deve ser separado em tubos plásticos ou de vidro siliconizado e mantido fechado até a hora do teste. O plasma em contato com o ar, ativa a coagulação.
      - Realizar os testes dentro de 2 horas se a amostra permanecer de 22 a 24°C.
      - Se os testes não forem realizados neste intervalo o plasma deve ser congelado a –20°C por até 2 semanas ou –70°C por até 6 meses.
      - Plasmas mantidos entre 4 e 8°C podem sofrer ativação pelo frio, provocando significativa redução do TP.
      - Congelar e degelar plasmas que contenham células residuais podem ter suas membranas rompidas afetando os resultados.
      - Todo material de laboratório deve estar limpo e livre de restos de detergente.
      - A água destilada ou deionizada deve ser de excelente qualidade.
      - Micropipetas devem ser regularmente calibradas.
      - Usar sempre ponteiras novas e compatíveis com a micropipeta.
      - Verificar sempre a temperatura do Banho-Maria.
      - Utilizar cronômetros de precisão e de fácil manipulação.
      - Equipamentos automáticos e semi-automáticos devem ser utilizados seguindo cuidadosamente as instruções do fabricante.
      Todo pessoal envolvido no processo deve ser devidamente treinado e passar por reciclagem regularmente.

      *O guia da CLSI-H21-A4 traz a padronização sobre Coleta, Transporte e Processo de amostras de sangue para testes de coagulação.

  4. Bioquímica

    1. Posso usar o padrão do kit de bioquímica como calibrador no meu aparelho de automação?

      Não. Os calibradores indicados possuem matrizes protéicas para obtenção de exatidão e reprodutibilidade. Os padrões que acompanham os kits possuem matrizes não – protéicas. Esse fator acarreta diferença de viscosidade podendo ocorrer diferença significativa na pipetagem.

    2. Quais as possíveis causas de valores errôneos nas dosagens de GOT e GPT?

      Checar a lâmpada do equipamento, pois lâmpadas "cansadas" não tem sensibilidade para leituras altas de absorbância.

    3. Qual o motivo de valores muito baixo no soro controle na dosagem da LDH?

      Qual a metodologia do soro, IFCC ou DGKC, a metodologia da Bio Diagnóstica se baseia na IFCC, metodologias DGKC dão valores próximos ao dobro da IFCC.

    4. Qual a condutividade da água destilada e / ou deionizada utilizada para reconstituição dos reativos?

      A condutividade da água utilizada para bioquímica enzimática deve ser inferior a 0,5 microsiemens/cm.

    5. O reativo está desenvolvendo cor, qual a absorbância diária do branco?

      Em reativos enzimáticos colorimétricos com leitura entre 500 e 520 nm, o máximo de absorbância tolerável ao branco do reativo é de 0,200.

    6. Possíveis causas de valores alterados da CK MB.

      Sensibilidade do aparelho.
      · A variação de absorbância é pequena na unidade de tempo, recomenda-se aparelhos com leitura até a 4ª casa decimal.

    7. Qual o soro controle utilizado?

      O soro deve ser específico para CK MB humana

    8. Qual o reativo utilizado anteriormente se a cubeta é por aspiração?

      Aspirar bastante água para eliminar os reativos interferentes tais como: Colesterol e Creatinina.

  5. Testes Rápidos

    1. A amostra de urina deve estar em qual temperatura no momento do teste?

      As amostras de urina devem atingir a temperatura ambiente antes da realização do teste.

    2. Posso refrigerar as amostras para posterior realização do teste?

      Sim as amostras podem ser mantidas refrigeradas até a realização do teste por em média 72 horas. Períodos longos podem ocasionar precipitações, ou contaminação da amostra.
      Em alguns casos a amostra poderá ser congelada por curtos períodos.

    3. Em qual recipiente devem ser coletadas as amostras?

      Devem ser coletados em recipientes limpos e secos, de plástico ou vidro.

    4. Na interpretação do teste não surgiram linhas vísiveis na área controle e na área teste. Como proceder?

      Este teste deve ser considerado inválido.

    5. A interpretação do teste rápido para Drogas de abuso é diferente dos demais testes rápidos?

      Sim. A ausência de faixa na área teste indica um resultado positivo para a droga correspondente.

  6. Imunologia/Sorologia

    1. Posso ler reação de látex ao microscópio?

      Não. Partículas de látex têm tamanho padronizado para o olho humano. Leituras ao microscópio levam a interpretações falsas – positivas.

    2. Quais as possíveis causas de resultados falsos na prova de VDRL?

      Observar a exata proporção amostra/reagente utilizada, o correto é 14 microlitros/ 50 microlitros. Manter o correto armazenamento do antes e depois do preparo, o qual deverá ser:
      · Antes do preparo: entre 15-30º C
      · Após o preparo : máximo 8 horas em geladeira (2-8º C)
      máximo 4 horas em temperatura ambiente
      A quantidade mínima correta a ser preparada é de 5 ml.
      A vidraria deve estar limpa e bem enxaguada com água deionizada (condutividade inferior a 2microsiemens/cm) livre de detergentes e resíduos.
      Utilizar lâmina apropriada (a placa de Kline não é recomendada pois a secagem do material nos bordos da escavação proporciona a leitura de material seco, fornecendo resultado falso positiva).
      O frasco para o preparo da emulsão deve ser de fundo chato, bem como a emulsão não pode entrar em contato com borracha.
      A inativação da amostra tem por finalidade a eliminação de complementos que favorecem os resultados falsos positivos ou enzimas que fornecem resultados falsos negativos pela queda da reatividade dos lipídeos envolvidos na reação.

    3. Qual a maneira e a água ideal para se fazer lavagem no teste de GCH ELISA?

      Lavar de 6 a 7 vezes até trasbordar com o auxílio de um pissete, a água deverá ter condutividade inferior a 0,5 microsiemens/cm.

  7. Parasitologia

    1. Por que é necessário a dieta alimentar antes da realização de teste de sangue oculto pela metodologia de guaiaco?

      Alguns alimentos crus que contenham substâncias com atividade peroxidase devem ser evitados pois podem interferir no teste. Carne vermelha, alguns medicamentos como aspirina, antiinflamatórios, corticóides e anticoagulantes também devem ser evitados pois podem interferir no resultado do teste.

  8. Uroanálise

    1. Quais substâncias podem interferir no exame físico de urina 1?

      Alguns suplementos alimentares, vitaminas , medicamentos e alimentos ricos em corantes podem interferir no resultado do exame físico da urina 1, que analisa entre outros aspectos a cor da mesma.

    2. Como o refratômetro Inlab mede a densidade urinária?

      Este método é baseado no índice de refração da solução relacionada com o conteúdo de substâncias sólidas dissolvidas. O índice de refração varia em razão direta das partículas dissolvidas existentes na urina. Com o refratômetro Inlab são necessárias apenas algumas gotas de urina para obter resultados precisos.